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Tipos De Financiamentos (conheça).

Marco Antonio      quarta-feira, 25 de julho de 2018

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Estou escrevendo este artigo a pedido do nosso cliente Jair que disse que no ano passado ele visitou um projeto que estava no inicio de obras e quando perguntou valor ele ficou muito confuso e quanto mais a pessoa “explicava” mais perdido ele ficava.*rs

Mas enfim, era um projeto que reunia tipos de financiamento diferente em um único projeto e isto, em geral, acontece quando se tem um projeto com algumas torres e apartamentos com metragens diferentes e por consequência valores diferentes.

Quando o Jair visitou o projeto lhe mostraram tudo e ao invés de fazerem perguntas para que pudessem definir o perfil do que ele estava buscando e serem mais assertivos no que oferecer mostraram as opções e pediram a ele escolher entre SFH e SFI e arremataram com as tabelas SAC e PRICE!

Confesso que até entrar na profissão eu não tinha a mínima idéia do que isto significava, mas vamos lá desvendar estas palavras, mas sem nos aprofundarmos muito, mas o suficiente para entendermos as diferenças.

 

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

SFH é o Sistema Financeiro da Habitação criado e regulamentado pela lei nº4.380, de 21 de agosto de 1964 que rege a maioria dos financiamentos imobiliários que ocorrem no país.

Emprega recursos das contas de poupança, ou repassados pelo FGTS, no financiamento da aquisição e construção de imóveis residenciais e tem algumas características básicas;

Os imóveis tem um valor máximo de avaliação que variam por regiões, um valor de teto para os Estados de São Paulo, Distrito federal e Rio de Janeiro e outro para os demais Estados, sendo que neste momento por meio da Resolução 4.555/17 o Conselho Monetário Nacional – CMN autorizou operações de financiamento para a aquisição de imóveis residenciais novos, contratadas entre 20 de fevereiro de 2017 e 31 de dezembro de 2017, com limite máximo do valor de avaliação é de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para qualquer região, sem restrição.

Outro detalhe é que a parcela não deve comprometer mais do que 30% da renda do comprador e só vale para comprador pessoa física.

O para quitar a dívida é de 420 meses, ou seja, 35 anos e as taxas de juros são de 12%, no máximo.

Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

Este sistema de financiamento foi criado para servir de complemento ao SFH para atender uma parcela da população que tem necessidades específicas e cujas regras fogem das implementadas para o SFH.

No SFI a principal fonte de recursos são as grandes instituições financeiras que possuem expressivos ativos, não só no Brasil, como em outros países e os principais objetivos da regulamentação do SFI foi “esquentar” a economia de mercado deixando que as condições sejam livremente praticadas pelo mercado de financiamento imobiliário e por consequência não se utilizando dos recursos públicos.

Financiamento pelo SFI não pratica um valor máximo do imóvel a ser financiado, não impõe limite da renda, a compra pode ser realizada tanto por pessoa física quanto jurídica, e o prazo para quitar a dívida é de até 420 meses.

Resumindo, quando um contrato não se adequa ao SFH por não cumprir os pré-requisitos ele será automaticamente migrado para o SFI e enquanto no SFH o custo efetivo segue uma normatização no SFI é livre e fica de acordo com a politica de mercado.

Ah, antes que eu esqueça e o Jair fique bravo, vou dar uma rápida explicação sobre tabela SAC e PRICE.

Primeiro é importante entender que não são tabelas como em geral os corretores apresentam nos estandes de vendas e sim são sistemas de amortização (pagamento) das parcelas.

Os financiamentos imobiliários são de longo prazo e toda vez que você paga uma parcela na realidade você está pagando, a grosso modo, dois pagamentos distintos uma parcela do saldo devedor e outra os juros calculados sobre o saldo devedor.

E neste formato de pagamento é que entram o SAC, PRICE e tem uma que não falaram para o Jair que é a SACRE e cada um atende a diferentes perfis de usuários do sistema financeiro.

Vamos conhecer um pouquinho de cada uma delas, será rapidinho, prometo;

SAC (Sistema de Amortização Constante)

É sem duvida alguma o modelo mais utilizado nos financiamentos imobiliários.

No sistema SAC, as parcelas terão valores decrescentes, ou seja, a cada pagamento o valor das parcelas diminui, pois basicamente o cálculo é feito dividindo o valor financiado pelo número de meses para quitar o valor principal e a cada parcela acrescenta os juros sobre o valor em aberto a ser pago.

PRICE

Este sistema de amortização tem como característica o valor de parcela fixa, ou seja, pelo sistema Price o que acontece é que a cada pagamento você reduz o valor dos juros pagos e paga uma parcela do saldo devedor.

SACRE

Este sistema mistura o Sistema de Amortização Constante (SAC) com a Price, desta forma as parcelas terão um valor crescente inicialmente, diminuindo ao longo do tempo e as amortizações terão um valor cada vez maior ao longo do período em que o valor é financiado tendo juros cada vez menores.

O cálculo do SACRE se repete a cada 12 meses, reduzindo os juros do montante que já foi amortizado, ou seja, pelo SACRE, as parcelas serão mais altas no começo, mas reduzem no médio e longo prazo, assim como no SAC, só que pagando um montante menor de juros.

Espero, que com estas informações básicas, você não fique mais perdido como o Jair e possa argumentar e ver no momento da contratação qual o melhor financiamento e o melhor método de amortização para às suas necessidades.  

Clique na calculadora e faça um simulação no banco de sua preferência.

Grande abraço

Boas negociações.

Atenciosamente;

Marco Antônio e Equipe A.L.M. e A.L.E

Blog: www.aoladodaestacao.com.br

Site: www.aoladodometro.com.br

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